Salário mínimo sobe para R$ 880

O governo publicou hoje (30), no Diário Oficial, o decreto que oficializa o aumento do salário mínimo de R$ 788 para R$ 880, a partir de 1° de janeiro de 2016. De acordo com o texto, o valor diário do salário mínimo corresponderá a R$ 29,33 e o valor por hora a R$ 4.

O reajuste de 11,6% terá impacto direto para cerca de 40 milhões de trabalhadores e aposentados que recebem o piso nacional e, segundo o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, a medida causará impacto de R$ 30,2 bilhões nas contas públicas em 2016.

O novo aumento dá continuidade à política de valorização do salário-mínimo, criada em 2003, que determina que o reajuste anual do mínimo seja definido com base na soma da inflação do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

Agência Brasil

DIEESE DESTACA BENEFÍCIO DO AUMENTO DO MÍNIMO

Através de nota técnica, o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) analisa o aumento do salário mínimo para 2016, que passará de R$ 788,00 para R$ 880,00 no próximo ano. O aumento corresponde à variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2015, estimada em 11,17%.

De acordo com a nota, a política de valorização do salário mínimo incentiva o crescimento do mercado interno, fortalecendo a economia, e que “deve e precisa ter continuidade, sobretudo porque o país segue profunda e resistentemente desigual”.

O DIESSE afirma que o aumento do mínimo dará um incremento de R$ 57,042 bilhões de renda na economia, e de cerca de R$ 30 bilhões de aumento na arrecadação tributária sobre o consumo. Deste total da arrecadação, quase metade, R$ 14,5 bilhões, virá dos beneficiários do INSS.

A nota também mostra que a participação dos servidores que ganham até 1 salário mínimo é maior nas administrações municipais, impactando principalmente os servidores municipais do Norte e do Nordeste do país. Em relação ao cescimento das contas da Previdência, o aumento do mínimo para R$ 880,00 vai significar um custo adicional de cerca de R$ 26,960 bilhões ao ano.

Fonte: Jjornal GGN

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