CORREIOS EM GREVE NO CEARÁ E EM MAIS 19 ESTADOS E DF

Após atraso nas negociações da campanha salarial e postura irredutível da ECT ao ouvir os trabalhadores, categoria adere à greve pela garantia de direitos, salários e empregos
Trabalhadores dos Correios de todo o País entraram em greve a partir das 22 horas dessa terça-feira (19). Primeira categoria a negociar após a aprovação da Reforma Trabalhista, a representação do Comando Nacional de Mobilização e Negociação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (CNMN/FENTECT) está sofrendo os entraves impostos pela ECT para a negociação da Campanha Salarial 2017/2018. Até o momento, após mais de 40 dias de atraso, a empresa anunciou apenas propostas de exclusões de cláusulas para o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de categoria, configurando retiradas de direitos e assédio moral.
Com a mobilização, os empregados dos Correios denunciam o fechamento de agências por todo o Brasil, o que dificulta a vida não somente da categoria, mas de muitas populações que precisam dos serviços dos Correios, postal e bancário; ameaças de demissão motivada; corte em investimentos, incluindo novos concursos públicos; a suspensão das férias dos trabalhadores; retirada de vigilantes das agências, interferências e o sucateamento no plano de saúde da categoria, entre outras retiradas que já estão sendo promovidas.
Além disso, há algum tempo a ECT tem apresentado constantes mudanças de reestruturação na empresa, com abertura ao mercado e parcerias externas.
Agora, os Correios também estão no alvo das privatizações de empresas públicas e estatais, do governo federal. Mais uma ameaça aos empregos e à qualidade da ECT, que sempre esteve à frente na confiança da sociedade.
Ressalta-se que a categoria de trabalhadores dos Correios é a que recebe os menores salários entre as empresas públicas e estatais, e a empresa optou nos últimos anos a manter uma cultura de benefícios em troca de reajustes salariais dignos aos empregados. Logo, todas as conquistas dos ecetistas funcionam como uma compensação à defasagem financeira.
Adesão
Dos 31 sindicatos filiados à FENTECT, aderiram à greve os estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, São Paulo (Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Vale do Paraíba e Santos), Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais (MG, Juiz de Fora e Uberaba), Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul (RS e Santa Maria), Sergipe e Santa Catarina.  Apenas Acre, Rondônia e Roraima ainda não confirmaram.
Fonte: FENTECT

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