Clínica que atende pacientes de hemodiálise da região em Iguatú é alvo de ação do Ministério Público, Vigilância Sanitária e Policia Civil

A Polícia Civil prendeu em flagrante, no início da tarde desta segunda-feira (26/06), acusado de ser o responsável por um laboratório clandestino que fabricava a substância Concentrado Polieletrolítico para Hemodiálise (CPHD) utilizada em procedimentos de hemodiálise na clínica Centro de Nefrologia de Iguatu (CNI), Emir Lima Verde Filho, sócio-administrador do CNI. A prisão ocorreu durante fiscalização realizada pela Vigilância Sanitária do Estado, Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e Polícia Civil.

De acordo com o titular da 1a Promotoria de Justiça da Comarca de Iguatu, promotor de Justiça Flávio Corte Pinheiro, em fiscalização realizada no dia 11 de maio no CNI, a Vigilância Sanitária constatou discrepâncias no estoque de CPHD que não condiziam com a quantidade utilizada, uma vez que fazia seis meses que a substância não era adquirida junto ao fornecedor. Com isso, a Vigilância Sanitária notificou a clínica e, na defesa apresentada, o administrador confessou que fabricava o CPHD alegando dificuldades financeiras.

Diante desta realidade, a Vigilância Sanitária, o MPCE e a Polícia Civil realizaram nova fiscalização nesta segunda-feira, descobrindo que, numa tentativa de despistar as autoridades, Emir Lima Verde Filho fechou o primeiro laboratório clandestino, mas abriu outro em um novo local. Além destes fatos, o MPCE investiga ainda os óbitos de sete pacientes da clínica que podem ter ocorrido em decorrência do uso da substância fabricada no laboratório clandestino e outras irregularidades constatadas.

Apesar das investigações a clínica não foi fechada já que atende semanalmente 152 pacientes de 18 municípios da região. Segundo o ministério público “A clínica segue funcionando, não há intenção de fechar a unidade que atende pacientes de muitos municípios. Agora, a solução dada aos pacientes é legítima, porque vem lacrada e, inclusive, trocaram os capilares que eram usados sem nenhum controle. Foi importante a operação porque conseguimos suspender a produção (ilegal) e fazer com que eles recebem o medicamente correto e de procedência regular”, declarou o promotor Flávio Corte Pinheiro.

Assessoria de Imprensa

Ministério Público do Estado do Ceará

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