Governo anuncia ações em segurança hídrica

O Governo do Estado anunciou ontem (26/7) em coletiva de imprensa no Palácio da Abolição, as ações em segurança hídrica para 2016 e 2017 que serão realizadas no estado. Para Fortaleza e Região Metropolitana, serão investidos mais de R$ 64 milhões em diversas ações, como perfuração de poços no Pecém, em prédios públicos e áreas de abastecimento crítico; reforço no combate às perdas; aproveitamento do Sistema Hídrico do Cauípe e do açude Maranguapinho; implantação do sistema de captação pressurizada no ETA Gavião; adutora de água tratada para reforço no abastecimento de Aquiraz; revisão da Tarifa de Contingência; redução da oferta de água em 20% para as indústrias da RMF e um grande plano de comunicação. As medidas visam evitar o racionamento que afetaria  os 3,2 milhões de habitantes de Fortaleza e Região Metropolitana. Em paralelo a isso, seguem as ações em todas as regiões do Ceará, como a construção de adutoras de montagem rápida, cisternas de placas, sistemas de abastecimento, dessalinizadores e perfuração de poços profundos, entre outras.

Os próximos 3(três) meses serão cruciais para confirmar se as medidas tomadas serão suficientes para garantir segurança hídrica para  a população e caso sejam necessárias, medidas drásticas poderão ser tomadas. É o que garante o Governador Camilo Santana. “Se tiver que tomar uma decisão drástica, fecho a Termelétrica (do Pecém), mas não deixo faltar água para a população”, diz.

O ceará vive o quinto ano seguido de seca e entra ano e sai ano nestas condições, as medidas de racionamento parecem ser poucas ou insuficientes até então, aumentado o desperdício. Já passou da hora de a população de um forma geral adotar a prática do uso racional da água, seja na capital ou no interior, onde muita gente já vem sofrendo a bastante tempo com a falta d´agua. A capital mais uma vez será socorrida com as águas que vão do interior, e o que se espera é que a população faça o uso consciente da mesma, afim de evitar desperdício de água, pois este recurso está cada vez mais escasso no interior.

Importante destacar que de 1958 até 2016 das 10 piores quadras invernosas quatro aconteceram de 2010 pra cá.

chuvas abaixo da média

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