Orós abastecerá Fortaleza e RMF

Foi definido ontem(20/7) em reunião realizada em Limoeiro do Norte a vazão d´água do Açude Orós para o Castanhão, o que garantirá o abastecimento de região metropolitana de Fortaleza e de regiões por onde passará as águas do Orós. A reunião foi bastante tensa com várias propostas sendo apresentadas. Confira a seguir matéria do Diário do Nordeste sobre a decisão.

Limoeiro do Norte. Como já previsto, o Açude Orós, no Centro Sul do Estado, dará, a partir de hoje – e pelos nos próximos seis meses -, suporte ao Açude Castanhão para a água chegar à Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Na manhã de ontem (20), foi votada na reunião do Comitê de Bacias do Baixo e Médio Jaguaribe a vazão liberada com destino à Capital e como será feita a transferência entre os reservatórios. Moradores do Baixo Jaguaribe ficaram insatisfeitos com as propostas.

Houve apresentação da situação da oferta, demanda e propostas da operação para o 2º semestre de 2016 para os reservatórios do sistema de perenização dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú; Discussão e aprovação de proposta da operação para o 2º semestre de 2016 para os reservatórios do sistema de perenização dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú e atualização da Comissão de Acompanhamento da Operação dos açudes Orós, Castanhão e Banabuiú.

As vazões aprovadas pelos Comitês de Bacias dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú atenderão os usos diversos, no período de 20/07/2016 a 01/01/2017. Sendo as vazões distribuídas da seguinte forma: O açude Orós atenderá todo o período com uma vazão média de 11,50 m³/s, em que a vazão de 4,00 m³/s será mantida do dia 20/07/2016 a 01/09/2016, atendendo os múltiplos usos até a cidade de Jaguaretama. A partir de 01/09/2016, o açude Orós passará a liberar uma vazão contínua de 16 m³/s para atingir o açude Castanhão, permanecendo com essa liberação até janeiro de 2017. Desta forma o sistema Jaguaribe/RMF será atendido com uma vazão média de 15 m³/s pelo açude Castanhão, atendendo o Eixão das Águas com 9,5 m³/s, transferindo 6,50 m³/s para a Região Metropolitana de Fortaleza e 5,5 m³/s atenderá o Vale Perenizado do rio Jaguaribe até a Passagem de Sucurujuba em Quixeré.

Estiveram presentes no evento 410 pessoas, entre os Comitês do Baixo, Médio e Alto Jaguaribe, Banabuiú, Salgado e Metropolitana, constituídos pelo poder público municipal, federal e estadual, usuários de água e sociedade civil. Também a SRH, Cogerh, Dnocs e Cagece.

 

 

Resistência

Dois cenários estavam em votação: o segundo estimava liberação de 7m³/s, mas sofrendo a resistência de representantes de comitês do Baixo e Médio Jaguaribe, que propunham disponibilizar para Fortaleza 6m³/s. A diretora de operações da Cogerh, Débora Rios, disse que foi buscado um “meio termo” já que, segundo ela, ficaria operacionalmente inviável reportar a vazão de 6m³/s para a RMF.

Para o Rio Jaguaribe, serão encaminhados 5,5m³/s, entretanto este volume irá suprir a necessidade de perenização de 100 km dos 160 km de manancial. As comunidades ribeirinhas questionaram a vazão não chegar até Itaiçaba, sendo restrita apenas a localidade de Sucurujuba, em Quixeré. Sendo assim ficam de fora desse abastecimento as cidades de Jaguaruana, Palhano, Itaiçaba e Aracati, que até ano passado eram abastecida pelo rio Jaguaribe.

Para compensar a redução de oferta hídrica oriunda da bacia do Jaguaribe para Fortaleza, Débora acrescentou que uma série de medidas vêm sendo tomadas para que a RMF utilize sua própria água. Entre as ações, estão a liberação de água do Açude Aracoiaba, onde deve aumentar em 20 milhões de metros cúbicos o sistema metropolitano; o aproveitamento de 25 milhões de metros cúbicos do volume morto do Açude Pacajus com o intuito de utilizar todas as suas reservas, o aproveitamento do sistema Cauípe, para complementar o atendimento da área industrial e da área Oeste de Fortaleza; a transferência da captação do município de Maranguape do Açude Gavião para a Barragem do Maranguapinho e a construção de 42 poços no campo de dunas do Cumbuco e no Pecém.

“Fizemos uma série de cálculos e estudos para que os cenários pudessem atender às principais demandas e aliviar o Vale. Estamos vivendo um momento crítico de pouca oferta hídrica e tentamos chegar a um acordo”, ressalvou Débora.

Fonte DN

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