Situação dos açudes e racionamento são discutidos na Assembléia

O Secretário dos Recursos Hídricos do Ceará foi recebido na Assembleia Legislativa para falar sobre a situação dos açudes e as medidas que vem sendo preparadas pelo Governo do estado para enfrentar o momento mais crítico da crise hídrica que assola o estado.

Nos últimos dias surgiu a informação de que Fortaleza e Região Metropolitana teriam racionamento de água a partir de Julho. O gestor informou que está em elaboração o Plano de Contingência e Otimização da Oferta de Água para Fortaleza e Região Metropolitana, buscando uma economia de 20% do volume de água consumida, que deve passar a valer a partir de 20 de julho.

Segundo o secretário em 2015, foram construídos 180 km de novas adutoras e ainda concluídos 130 km do Governo anterior, com investimento de cerca de R$ 56 milhões. Em 2016, o objetivo é construir 214 km, chegando a 1.000 km de adutoras de montagem rápida. Lembrando que mais R$ 43 milhões foram prometidos pelo Ministério da Integração Nacional antes do afastamento da presidente Dilma.

Segundo Francisco Teixeira, só em 2015 foram mais de 1.100 ações no combate à escassez de águas nos municípios, e a meta para 2016 é de 2.000 ações. Só em 2016, foram construídos 762 poços e quase 100 dessalinizadores, além do desenvolvimento do Cinturão das Águas, que já tem 55% das obras dos 38 km do seu primeiro lote concluídas, com previsão para encerramento no primeiro semestre do ano que vem.

(Marcelo Sá)

Racionamento e medidas

(Com informações da AL)

Nos últimos dias circulou a informação que Fortaleza e região metropolitana passariam teriam racionamento a partir de Julho. O gestor informou que está em elaboração o Plano de Contingência e Otimização da Oferta de Água para Fortaleza e Região Metropolitana, buscando uma economia de 20% do volume de água consumida, que deve passar a valer a partir de 20 de julho. Já o presidente de CAGECE Neurisangelo Freitas afirmou que sobre o início do racionamento de água disse que ainda não há uma data definida, porque é algo que vai depender da aprovação da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Ceará (Arce), da Agência Reguladora de Fortaleza (Arfor), do plano que está sendo elaborado para enfrentar a falta de água até a próxima quadra invernosa ou até da chegada das águas da transposição do Rio São Francisco. Mas, segundo ele, em princípio, a data em que a Cagece está trabalhando é agosto.

Segundo o secretário várias ações emergenciais vem sendo tomadas para superar as dificuldades advindas dos cinco anos de seca. somente em 2015, foram construídos 180 km de novas adutoras e ainda concluídos 130 km do Governo passado com investimento de cerca de R$ 56 milhões. Em 2016, a meta é construir 214 km, chegando a 1.000 km de adutoras de montagem rápida, usando mais R$ 43 milhões que nos foram prometidos pelo Ministério da Integração Nacional.

Com relação aos investimentos em adutoras, o secretário da SRH afirmou que mais 200 quilômetros devem ser implantados até agosto. Com isso, em dois anos de Governo, já serão 400 quilômetros de adutoras, um investimento total de cerca de 60 milhões de reais.

Já sobre o processo de microaspersão e gotejamento, praticado há anos por Israel, segundo o secretário, é um grande desafio para o Governo. “Nosso sonho é melhorar a eficiência na condução de água, através de adutoras, como é feito em Israel”, afirmou.

O deputado Antônio Granja (PDT) questionou por que o Estado prioriza o uso da água do açude Castanhão, que está com 8,68% de capacidade, e não usa a água do açude Orós, que está com 33,84% de capacidade. “Não é justo a população do entorno do Castanhão ser sacrificada. A população de municípios do entorno, como Jaguaretama, Nova Jaguaribara e Alto Santo, vive da piscicultura”, defendeu.

Sobre a possibilidade de o açude Castanhão ter uma ajuda da água do Orós, como falou o deputado Antônio Granja (PDT), o secretário Francisco Teixeira disse que estão sendo realizadas reuniões, mas que ele acredita que entre agosto e setembro isso deve acontecer.

A deputada Laís Nunes (PMB) cobrou ao secretário informações sobre a questão da escavação de poços profundos na região do Vale do Salgado, assim como sobre a utilização da água do açude Orós. Ela explicou que a água do Orós é bombeada para o açude Lima-Campos, mas que á água não é priorizada para o consumo humano.

“Temos informações de que o açude é utilizado para criatório de camarões e irrigação do agronegócio, o que prejudica o consumo humano. Então, é necessário que haja investigação sobre a utilização dessa água”, defendeu, ressaltando que os habitantes da região estão preocupados com a falta de água e com a notícia de que a transposição do rio São Francisco não chegará ao Ceará este ano.

Em relação  à interligação do Banabuiú com Pedra Branca, como sugeriu a deputada Rachel Marques (PT), o secretário disse que o que está sendo discutido é um grande projeto de adutora para a região. “É melhor levar água direto do açude em adutora para a cidade, para não perder com a evaporação”, destacou.

Em resposta às últimas indagações, o secretário de Recursos Hídricos reforçou a necessidade de incrementar a instalação de poços profundos no Estado, mas adiantou que é importante não só construir novos poços, mas colocar em funcionamento os que já foram construídos. “Por isso, é preciso investir na instalação de painéis, para viabilizar o funcionamento desses equipamentos”, disse.

Com relação ao Vale do Curu, o secretário reconheceu a importância do projeto, que hoje está em colapso, segundo ele, devido ao sistema de irrigação utilizado, que foi penalizado por conta da escassez de água, mas que deve ser revitalizado.  O secretário da SRH  também informou que vai trabalhar junto ao Governo Federal e ao Dnocs para resolver o problema da falta de água no baixo Acaraú.

O presidente da Cagece agradeceu a todos os deputados pelo apoio e disse que a Companhia vai atender da melhor maneira possível todos os municípios onde estiver atuando. “Tenho certeza de que nos vamos ganhar essa guerra”, pontuou.

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